VÍDEO DO DOUTOR BABA: 277 mil visualizações, 11.639 compartilhamentos

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Inspirado na leitura da Revista Veja, Doutor Baba fez vídeo onde denuncia o atraso na conclusão de uma escola municipal, supostamente causado por falta de repasse do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Prefeita diz que há outras escolas na mesma situação.

O médico, após ler a Revista Veja, indignado, solta o “verbo”, porque a entrega da escola, orçada em mais de R$ 3 milhões, está atrasada há mais de dois anos, com obras paradas.

Uma escola que deveria ter sido entregue em julho de 2015 e obras paradas há mais de dois anos. É assim que está a situação da escola 15 de Julho, em Tarauacá. Orçada em R$ 3.471.442,29, a construção da escola está abandonada e sem previsão para ser retomada.

O ex-prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno, explica que as obras foram paralisadas por falta de repasse do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que garantiu o recurso. Ele diz também que entregou a obra já paralisada para a nova gestão em 2016 e não sabe como está a situação da escola.

O FNDE libera o recurso de acordo com a medição, que é a obra já feita com o atestamento do engenheiro deles. Acontece que, com a crise que se instalou no país durante a nossa gestão, eles não estavam liberando recurso, mesmo com as medições no sistema. Então, nós entregamos a obra parada para a nova gestão e eu não sei dizer como está a partir daí”, explica.

Já a atual gestora do município, Marilete Vitorino, explica que, além dos recursos serem disponibilizados conforme a medição, ainda houve problemas com a empresa responsável pela obra.

O problema da escola foi com a empresa que parou a obra há alguns anos e não tem recurso pra continuar o serviço. E o pagamento é conforme a medição. O caso já está com o jurídico, que já notificou a empresa e, provavelmente, o contrato será cancelado e haverá uma nova licitação”, destaca.

Damasceno disse ainda que durante a gestão dele, estavam previstas a construção de 9 escolas. Duas delas, na zona urbana, foram concluídas, e as demais, na zona rural, ficaram pendentes por causa do repasse dos recursos.

Marilete reforçou que ainda há obras pendentes e a situação deve ser analisada pela equipe atual. “Estamos analisando bem a situação. Há outras escolas na mesma situação, paralisadas há mais de 2 anos”, explica.

Indignado com o descaso, o Médico Rosaldo, conhecido por Doutor Baba, do Centro Médico Popular – CEMEP (clique aqui), sua clínica médica onde oferece consultas por preços populares, solta o “verbo”, e diz que obra está há anos, entregue às “baratas”.

O médico afirma que a obra, se concluída, teria ofertado educação para 300 alunos, adultos e crianças. O Médico, visivelmente indignado, mostra o valor da obra, que custou R$3.471,442,29 (três milhões, quatrocentos e setenta e um mil, quatrocentos e quarenta e dois reais, e vinte e nove centavos). E até o momento, não foi concluída.

O início da obra foi em 02/07/2014, e previsão de conclusão para 01/07/2015. E após três anos, até hoje, não foi concluída. O médico solta o verbo, e manda um recado para os políticos do Brasil.

No Facebook, o vídeo já teve mais de 277 mil visualizações e mais de 11.639 compartilhamentos. O médico publicou o vídeo no seu perfil, no Facebook, para visualizar clique aqui.
O vídeo viralizou no FACEBOOK, mais de 277 mil visualizações e mais de 11.369 compartilhamentos.

O médico Rosaldo Aguiar explica que mora em Feijó, mas também faz atendimentos em Tarauacá, e sempre que vai para o município passa pela obra abandonada. Aguiar diz estar indignado com a situação.

Eu sempre passo ali pela escola e quis saber o motivo de estar daquele jeito. Pela informação que eu tenho, deveria ser uma escola modelo, com quadra coberta e até piscina, mas está lá o prédio abandonado. É dinheiro público e está lá abandonado”, reclama.

Aguiar chegou a publicar um vídeo nas redes sociais mostrando a situação da escola. O médico diz que estudou em uma escola no Seringal Santa Luzia e não tinha bancos para se sentar. No vídeo, ele explica que é preciso valorizar a educação.

“Saibam que eu não sou professor, mas estudei em uma escola distante no rio Tarauacá que nem banco para sentar nós tínhamos, era só pobreza, dificuldade e tudo. Eu sou médico por causa do professor que me educou e minha família que me ajudou”, finaliza o médico no vídeo. Com informações do G1/AC

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